sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O anti-Corinthianismo

Texto de Luiz Seixas publicado originalmente aqui --> anti-Corinthianismo

O anti-Corinthianismo tem sido, ao longo dos séculos, o refúgio dos desiludidos, o bálsamo dos lazarentos, o cigarro dos impotentes, a cachaça dos desafortunados.

O
anti-Corinthianismo é uma seita lúgubre que mantém mortos-vivos fora de seus túmulos, vagando insones em um mundo que não lhes pertence.
 
O anti-Corinthiano é acima de tudo fraco, infeliz, carcomido pela inveja e dominado pelo rancor.
 
O anti-Corinthiano não lê as páginas de esporte nem vê jogos de futebol.
 
Se for casado com uma Corinthiana, acaba corno.
 
Se for filho de Corinthianos, em geral odeia os irmãos, briga com o pai e bate na mãe.
 
A vida do anti-Corinthiano é uma droga e sua única razão para manter-se vivo é o ódio que devota ao Corinthians.
 
Dá pena, mas não se pode tentar ajudar um anti-Corinthiano porque ele trai, morde a mão que o afaga, cospe no prato em que come.
 
É melhor deixar o anti-Corinthiano para lá, ao léu, enroscado como um cão raivoso.
Anti-Corinthianos, peçam ao Criador para livrá-los dessa danação.

Um comentário:

  1. Quis o destino que o campeonato fosse decidido no Dérbi.

    Um campeonato tão emocionante, um título tão disputado, tinha mesmo que atingir o seu clímax em um Corinthians x Palmeiras.

    O Pacaembu como palco.

    O Corinthians contando com a sua força, e com a fé de sua torcida, como não há outra igual.

    O Palmeiras apelando para tudo, para o mistério, para o sobrenatural, na sua eterna sina de desafiar o maior de todos, de ser o maior rival corinthiano.

    O Corinthians, por um empate, para garantir o título merecido, para fazer justiça ao melhor time e à mais fiel e bonita das torcidas.

    Só que foi o Palmeiras que fez o primeiro gol. Era o imponderável, o azarão, ganhando da força, da garra, da qualidade.

    Mas o o Corinthians não ia perder esse título. O destino não determinou a decisão de um campeonato tão especial em um Dérbi para que o Corinthians não fosse o campeão.

    O destino quis coroar a decisão de um campeonato tão emocionante, tão bonito, tão disputado, em um Dérbi para que esse título fosse lembrado para sempre.

    Esse campeonato tinha a cara do Corinthians. E o título tinha que ser do Corinthians. E, então, o Corinthians empatou. Empate que significava o título do Timão. Empate que foi mantido até o fim.

    A Fiel explodiu. Como extravasar tamanha alegria, tamanho orgulho? Uma música sintetizava esse estado de espírito: "Campeão dos Campeões".

    Na Pacaembu, na cidade, no Brasil, se cantou e se celebrou um título para sempre, com orgulho, ser lembrado: Corinthians Campeão do IV Centenário.

    "Salve o Corinthians, o Campeão dos Campeões..."

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